quarta-feira, 28 de outubro de 2009

29/10/2009

As quatro estações de um ser.


Passei por um forte inverno na minha vida, sombras, decepções, solidão, sentia meu coração frio e minha voz trêmula e descredula, me encolhia para a vida e me abrigava no meu proprio eu para me defender do mundo, uma sensação de isolamento e depressão se abatia sobre mim. Mas tudo isso é natural, não faço disso um drama para mim, cada um tem o seu inverno, rigoso ou não, longo ou não, e tem a sua maneira de passá-lo. Mas depois do inverno sempre existe a primavera, época de renascimento, construção, de voltar a mostrar as suas belezas ao mundo e oferecer o que se tem de melhor. Período que se plantam pequenas sementes, romance e paixão, aromas e cores, sedução e sonhos, tudo são flores, como um desejo imenso de esqueçer o inverno e buscar o acalento da alma. O Verão é calor, amor, o sol brilha, ilumina e aqueçe a alma, as esperanças voltam, as crenças se fortificam, as sementes vão crescendo e virando arvorés novas e verdejantes onde não se sabe que gosto terá o fruto, mas já podendo aproveitar-se de sua sombra, curtir, sentir o sangue pulsar nas veias, viver, época de cuidar das plantas e escolher as que mereçem mais atenção e carinho. No outono, colheita. Dependendo de como plantamos e dedicamos cuidados, nos decepcionaremos ou nos saciaremos com os seus frutos, às vezes nos surpreendemos com certas árvores que nem ligamos e que nos deram poderosos frutos e outras que cuidados com todo carinho e simplesmente morreram. E como é natural, algumas plantas morrem, murcham e alguns frutos azedam, outras permanecem para o próximo ciclo, e outras ficam para sempre plantadas.

Vivo as estações, uma a uma, dia a dia, ao mesmo tempo para coisas distintas, trabalho, relacionamentos, família, enfim...cada uma tem a sua estação, umas mais longas e outras mais curtas. Estou vivendo a primavera em muitas, me tornando vulnerável, sabendo que o difícil não é semear e sim cultivar, para colher os melhores frutos que o mundo puder me dar. Fazendo uma plágio-analogia, "És eternamente responsável por aquilo que cultivas".

29/10/2009

Neste texto inicial me apresento. Sou um animal na selva, como todos nós, buscando sobreviver, sentir, amar e entender essa selvageria de emoções e atos que nos consome. Escreverei as vezes como se desse um grito desesperado, noutras um pequeno recado.
"Só sei que nada sei", não sou dono da verdade e nunca serei, entitularei meus textos com a data de criação, pois assim como as datas, mudo, "pois prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opnião formada sobre tudo".
Sou adepto dos pequenos prazeres da vida e busco isso constantemente. Tento ser atento aos detalhes, mas não os deixo interferir no todo, tudo tem os seus defeitos, tudo é bem e mal, tudo é causa e consequência, todos somos diferentes, todos temos opiniões a serem respeitadas. O respeito é o meu limite.